A auto empatia e seu poder na condução das ações nos projetos

Por: Edson Moreira

A auto empatia é um termo que se explica através do seguinte questionamento: Quem já não tomou uma decisão errada em um projeto e se culpou, se rotulou ou mesmo foi implacável no julgamento de si mesmo?

Fomos criados num modelo em que a busca sem medidas pela perfeição, o “erro zero” e o “pensar sempre em tudo”, foram cobrados a tal ponto que nos tornamos prisioneiros de uma vida regada por medo, culpa e vergonha.

O gestor de projetos lida diariamente com inúmeras variáveis, pessoas, incertezas, riscos, imprevisibilidades, e, apesar de todos esses componentes que podem (e vão) variar no decorrer do tempo, não pode fugir de alguns elementos importantes, tais como: planejamento, prazos e custos. E estes, embora estimados, geram expectativas para todos os envolvidos, principalmente para os sponsors do projeto. 

Então, como a auto empatia ajuda a lidar com o mundo real, onde, inevitavelmente, a única certeza que temos é que a mudança e os erros vão acontecer?

É preciso mudar a nossa maneira de pensar.

O primeiro passo é reconhecer que estamos sujeitos aos impactos dos erros e da mudança. O segundo é que sempre podemos aprender com os erros. Já o terceiro passo é que somos responsáveis por nossas ações.

Ao invés de pensar no que estamos perdendo ou tripudiarmos sobre o erro, devemos focalizar no que podemos fazer para melhorar. Devemos trocar a culpa, vergonha e o julgamento, por sabedoria, aprendizado e evolução.

Ter a consciência de que não somos perfeitos, que errar é humano e que podemos aprender com os nossos erros, é um grande passo para o exercício da auto empatia. Porém, é importante deixar claro que continuaremos responsáveis por nossas ações. A diferença é que quando os erros ou as mudanças acontecerem, estaremos mais seguros, confiantes e livres para fazer o que precisa ser feito, sem sermos feridos ou paralisados por uma automutilação. Afinal, como já dizia William Jordan:

 “Fiquemos felizes pela dignidade de nosso privilégio de cometer erros; felizes pela sabedoria que nos ajuda a reconhecê-los; felizes pelo poder que nos permite direcionar a sua luz para iluminar vividamente o caminho de nosso futuro. Erros são dores que produzem sabedoria. Sem eles não haveria crescimento individual, nem progresso, nem conquistas.”