Cultura empresarial: Habilidades e comportamentos para uma mudança positiva

Por: Davi Rodrigues

A cultura empresarial é um termo que usamos para falar diretamente como as pessoas dentro das organizações se portam, como elas interagem entre si, e no que acreditam. O processo de transformação da cultura trata-se de adicionar um comportamento que ajude a melhorar a interação entre elas para que consigam entregar mais resultados do que antes.

Perceba: Isso é mudanças nas pessoas, e não de pessoas!

Hoje vou falar sobre o mapeamento de uma cultura empresarial de uma organização que está querendo mudança, e para isso, a empresa está disposta a colocar em xeque tudo aquilo que conhece de gestão e libertar a mente para uma nova gestão.

Essa organização é uma empresa tradicional com mais de 30 anos, que percebeu o desempenho diferente entre a sua matriz e a filial, que está situada em outro estado. Sua principal dor era: como engajar os colaboradores para que eles possam atingir o mesmo desempenho da sua filial?Como colocar essa nova cultura empresarial? Para isso, teremos que entender o ambiente que estamos pisando. Foi quando pensei: “Vou conversar com as pessoas e entender o por quê eles fazem o que fazem”, e assim comecei minha investigação. Isso mesmo, foi literalmente uma investigação.

Comecei conversando com a alta gestão, que me falou sobre todos os anseios e desafios que acreditava que exista, assim como o que eles acreditavam que a organização deveria ter: um time que pudesse entregar maiores resultados e que houvesse um clima mais leve e descontraído, no qual todos pudessem conviver em prol de um propósito da organização.

Logo pensei: “Essa é fácil! É só conversar com as pessoas da base para saber se eles entendem o propósito, alinhar com todos e disseminar os traços da nova cultura empresarial”. Segui com conversando e aplicando técnicas de observação e escuta ativa, e então fomos partimos para fazer o que fazemos de melhor: entender as pessoas e sentir quais traços de cultura teríamos que romper.

Quando iniciei o processo de empatia, que consiste em conversar com as pessoas e observar o local e todos ao redor, entendi o que os C-Levels estavam falando. Nesse instante, todos vestiram suas máscaras para não aparentarem erros e deixar claro que todos eram felizes e que estavam dando o seu melhor. Porém, com o rapport não tem erro, era impossível esconder por muito tempo o que de fato eles não faziam.

É importante salientar que, nesse processo, a nossa percepção vai além das perguntas feitas. Devemos enxergar o que eles não dizem e observar quem de fato está vestindo uma máscara ou simplesmente está tentando embaralhar o quebra-cabeça para a mudança não ocorrer. Continuei a conversar com as pessoas, cavando para encontrar o menor elemento possível sobre o que compunha aquela cultura instalada.

Percebi os traços que incomodavam os diretores, dentre eles, a falta de respeito com o próximo, o egocentrismo a partir de laços criado pelos próprios donos e fundadores, dentre outros problemas. Isso com o passar do tempo transformou a organização em um lugar onde ninguém conseguia dar opiniões construtivas e nem tão pouco sugerir novas ideias, pois eles já estavam consumidos por esse sentimento de que sempre foi assim e nada deve mudar.

Assim, descobri que a jornada, mais uma vez, não seria fácil e entendi quais elementos e comportamentos deveriam existir para desconstruir o que foi construído durante anos de história. Ficou evidente no tempo que estive na filial que eles não deixaram aquela cultura lhe consumir e, dessa forma, validei mais uma vez que de fato a liderança é o porta voz da cultura empresarial que se quer instalar na organização.

O trabalho começou pela gerência, afinal, não conseguimos mudar uma cultura batendo de frente com a cultura atual. Sabemos que para acontecer essa mudança, é necessário construir uma uma nova cultura empresarial, que faça mais sentido do que a anterior. 

Por isso, uma das estratégias de soluções que encontramos foi a de construir um propósito para gerar alinhamento entre todos os líderes, traçando metas compartilhada com OKR – Objectives and Key Results – e levando a colaboração entre eles. 

Esse foi o primeiro passo de uma longa jornada implementando empatia, agilidade, dentre outros aspectos que levaram essa organização a um RESULTADO, no qual estávamos em busca: a nova cultura empresarial

E por fim, nessa etapa de mudança existem valores que não podem deixar passar despercebidos. Somente com muita empatia, observação, respeito e compreensão iremos conseguir entender o ambiente atual ou projetar a próxima cultura empresarial, onde a principal habilidade é colocar as pessoas no centro da questão e levá-las a entender o problema antes de estabelecer uma solução correta.

Se você também gostaria de ter essa transformação na sua empresa, focando em resultados que vão levar seu time a um novo nível, acompanhem nossos conteúdos e fale conosco para iniciar essa jornada de mudanças também!