Começando pelo Problema

As empresas estão sofrendo para sobreviver no mercado atual e até fechando as portas, não restando tempo nem de saber o que aconteceu com elas. Algumas gigantes estão sendo engolidas, e os nichos de negócio estão cada vez disputados e criando-se outros nichos que se quer existiam,  estamos falando de uma era que está cada vez mais VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade) temos inclusive futuristas afirmando que as 20 maiores empresas do mundo até 2030 sequer existem, será que estamos falando de um momento onde todos devem viver na mesma sintonia, e os que ainda não entenderam ficarão para trás nessa corrida maluca, e como podemos então fazer para transformar essa realidade e participar da construção de algo que de fato trará a diferença para o próximo?

O que acontece é que nessa corrida para a inovação esquecemos de um detalhe “pequeno”, porém que faz toda diferença, “O PROBLEMA”, as grandes empresas querem inovar sem saber por onde começar e acabam colocando os pés pelas mãos pois elas não tem a flexibilidade de experimentar e pivotar caso necessário em um ciclo curto e o que acaba tornando inviável a sua labuta por inovação, mais não deixam de existir pequenas inovações dentro da corporação, e com grandes empresas veem grandes pessoas que podem a qualquer momento se tornar um intraempreendedor resolvendo problemas de dentro pra fora, ou até mesmo elas podem criar setores de inovação, ou inclusive se conectar com a comunidade em busca de incorporar as STARTUPS ao seu grupo de empresas proporcionando um braço que facilmente irá criar algo novo e ganhar espaço no mercado, detalhe isto está cada vez mais comum, porém antes disso temos que entender aquele ponto que citei anteriormente, “O PROBLEMA”, para conseguirmos criar um modelo de negócio inovador no qual atenda uma determinada demanda e que ao mesmo tempo entenda o mundo VUCA e que seja escalável temos que validar se o problema de fato existe e se tem pessoas que pagariam por uma solução desse problema, é ai que muitos começam errado.

No modelo de trabalho que estamos executando até hoje é normal começarmos a procurar logo as soluções, pois achamos que sabemos de tudo e que nosso produto quando for disponibilizado no mercado será um sucesso total, quando é lançado vira um decepcionante fracasso ai vem o desespero e pensamentos do tipo: “O que eu fiz de errado?”

Precisamos entender que pelo fácil acesso da informação e a difusão de soluções e o crescimento gradual de novos negócios no mercado, temos que identificar e criar o produto certo para as pessoas certas, e devemos começar validando se o problema de fato existe ou se não é somente um preconceito da nossa cabeça para depois irmos atrás de ideias e então para possíveis soluções, e para validar o problema não tem outro jeito temos que aplicar algumas metodologias de geração de ideias e sem conversar com as personas que acreditamos que estão passando por aquele problema não iremos entender de fato, é um processo que parece simples mais não é, tem que saber fazer as perguntas certas como já dizia Tim Brown é escutar o que eles não dizem e ver o que eles não fazem, nesse processo intenso é importante colher insights de forma organizada mapear as personas e expor de forma visual e clara o problema para gerar uma crítica sobre suas causas e efeitos, procurando imergir a fundo sobre a questão abordada, isso certamente lhe levará para um processo de descoberta incrível sobre os limites tanto do problema quanto o seus, o mais importante nesse momento é não fazer de forma alguma esse processo de validação do problema sozinho, pois com perspectivas diferentes é que encontramos de fato o problema, sempre acontece nas imersões de iniciarmos em busca da validação do problema e descobrimos que na verdade é outro problema, quando voltamos para a construção da arvore do problema é onde temos um prazer mutuo, onde tudo fica claro e daí por diante já sabemos como atacar, pois só acertamos o que conseguimos ver, no livro do Lean Startup do Erick Reis é abordado inclusive sobre o LOOP DE FEEDBACK (Construir, Medir e Aprender), significa que errar logo e aprender rápido sobre um determinado tipo de problema, nos dá vantagem competitiva e conseguimos então criar ideias adequadas e soluções certas para então criarmos uma MVP com base no problema real, e conduzir novamente o ciclo do LOOP.

Essa etapa de descoberta e validação do problema é muito especial, nos leva para os próximos caminhos, então começar descobrindo o problema é melhor e mais viável do que simplesmente jogar uma solução para o mercado e acreditar que as pessoas tenham esse problema.

 

 

Davi Rodrigues