Mas afinal o que é Project Thinking e como ele está mudando a forma de fazer Inovação na Gestão de Projetos – Parte 1 de 6 – Projetos Híbridos

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Olá Pessoal,

Tudo bem? Essa semana resolvi falar um pouco sobre a abordagem do Project Thinking, que desenvolvemos com uso do Design Thinking aplicado a Gestão de Projetos. Apesar de isso já estar em uso por vários profissionais de diversas áreas e empresas, nós também estamos colaborando em pesquisas de graduação, mestrado e doutorado sobre o tema. Particularmente, isso me deixa bem feliz por 03 motivos simples:

Motivo 01 – O meu propósito pessoal (e a missão da FWK), que é transformar o modo que estamos entregando resultado por meio de uma gestão de projetos realmente inovadora no mundo (depois falo mais sobre como já estamos fazendo isso)! Hoje, de fato, não estamos sozinhos nisso! 🙂

Motivo 02 – Para que possamos entregar isso “só existe um caminho”: foco em inovação. E inovação só vem de gente! Ou seja, foco em gente!

Motivo 03 – Ninguém (clientes, profissionais e comunidade) suporta mais do mesmo e sambarilove! Por isso a simplificação assusta! Mas uma coisa: não estamos falando de “fórmula mágica” ou “bala de prata”! Inovar é fazer o simples…

Como tudo começou…

 

Estava eu com meu “pires na mão” em busca de ingressar num programa de Mestrado “possível”. Ou seja, aquele que seria mais “cômodo” para que eu fizesse. Claro, isso foi decepção total! Tanto pela qualidade e percepção dos temas de pesquisa, quanto pelo mindset dos pesquisadores/orientadores e formato do programa de pós-graduação. Foi quando eu encontrei uma “luz no fim do túnel” na UFPE, mais especificamente com meu Orientador, Hermano Perelli.

Em nossa primeira reunião ele acabou com o pré-projeto (estava muito fantasioso), literalmente, destruindo fisicamente.  Ele me pediu que focasse em algo que podasse ajudar os meus clientes e o mercado. Foi quando eu me deparei com aplicação de algo que mudou minha forma de encarar a minha vida… o Design Thinking. Mas, claro, a diferença só veio quando APLIQUEI! Ou como sempre falo, já fazia isso, só não sabia que tinha “um nome”!

Depois deste “estalo”, foi quando comecei a aprofundar os estudos sobre Design Thinking (além de estourar meu cartão comprando quase todos os livros em inglês sobre isso).

A Mudança de mindset

Na gestão de projetos (o que vou chamar para fins didáticos de “gestão tradicional”), todos os projetos devem preocupar-se (ou obrigar-se) com Tríade da Gestão de Projetos ou Restrição Tripla. Se tivermos somente esta visão, não vai funcionar! Mas enfim, veja a figura abaixo representativa disso:

Calma, preste atenção e leia novamente a última frase antes da figura! Leu? Eu disse que SOMENTE  isso não funciona, pois no momento que surgir uma ideia/iniciativa/demanda ainda nem sabemos qual  e como será o projeto. Ainda estamos no campo dos desejos! E toda pessoa tem DIREITO e desejar, pois no geral ele é nosso clientes/gestor/esposa/etc. Resumindo, essa pessoa “tem o poder” de desejar! Por isso não diga não ao seu cliente, deixe ele desejar… Confie em mim!

Depois que percebemos quais são seus desejos, olhamos por duas outras “lentes”: a da viabilidade e praticabilidade. Na viabilidade olhamos que tipo de restrição ou premissa de investimento/budget/verba/R$ que esse cliente tem e se tem condições técnicas/tecnológicas de trazer aqueles desejos para prática/realidade!

Então deve haver uma mudança no mindset dos Gestores de Projetos, desde a forma de “enfrentar” um problema com o foco em solucionar, e mais ainda, focado em entregar resultado de forma simples e consequentemente inovadora! Então, por favor, não diga não ao seu cliente, mas ajude ele a delimitar isso com você! Combinado?

A Incubação

Como eu falei, isso nasceu de resultados de mais de 05 anos de estudos e pesquisas aplicadas no GP2 do CiN/UFPE, além de conteúdo do curso que fiz na  d.School (Stanford), IDEO e Acumen. Foi quando eu percebi que a abordagem é pioneira no Brasil na utilização de Design Thinking para Gestão de Projetos! Inclusive no início com algumas cópias!

A decisão de planejar decorre da percepção de que os eventos futuros poderão não estar de acordo com o desejável, se nada for feito. E as ferramentas existentes no mercado sozinhas não conseguem instrumentalizar apoio real a gestão de projetos de inovação ou a inovação na gestão de projetos. Então surge o  Design Thinking como “espinha dorsal” deste processo. Mas não somente ele, pois “nós bebemos” também de outra fontes:

– DESIGN THINKING

– GESTÃO VISUAL

– LEAN MANAGEMENT

-METODOLOGIAS ÁGEIS

– NEUROCIÊNCIA

– APRENDIZAGEM LATERAL

-ANDRAGOGIA

O Caminho

Não reinventamos A RODA, só simplificamos, fazendo “ele rodar” conectando tudo isso no mesmo caminho que é tirar do ZERO (idéia) para o UM ( projeto)!! E para isso fizemos um caminho em direção a trazer inovação para gestão de projetos e fazer gestão de projetos de inovação com foco na simplificação e em se conectar às pessoas.

Na primeira fase de EMPATIA, tem como objetivo a realização de observações e interações em um nível de abstração para definição de necessidades e insights, como o olhar das pessoas beneficiadas e envolvidas diretamente naquele projeto, ou seja, “para quem?” o projeto irá trazer benefícios.

Numa segunda fase, a de IDEAÇÃO, o foco é identificar “quais as opções”, depois de ter desenvolvido um senso de significado, onde poderemos encontrar soluções tangíveis.

Já na terceira, ELABORAÇÃO, o objetivo é descobrir “o que desenvolver?” de forma interativa e incremental. Pois muitas vezes o escopo do projetos pode não estar tão detalhado, mas tem que ser definido.

Depois que definimos o que deve ser desenvolvido, agora iremos para quarta fase, a IMPLEMENTAÇÃO, ou seja, é dar ação as atividades identificadas e planejadas na fase anterior respondendo à pergunta “como fazer?”.

Na EVOLUÇÃO trata-se de uma proposta de melhoria, monitoramento e lições apreendidas durante a evolução de cada “etapa/fase” percorrida! Então não necessariamente ela vem após, mas durante todo o “percorrer do caminho”!

A imersão

O Workshop é um apenas um dos produtos, e tem como foco promover um imersão na “abordagem” do Project Thinking! Por isso, durante a realização sempre fazemos o uso em problemáticas reais e aprendemos fazendo, ou, como costumo dizer, é 100% praticando a teoria!

Percebam os feedbacks de algumas participantes do RoadShow 2016 no RJ deram sobre a experiência do WorkShop Project Thinking:

 “Gostaria de dizer que, apesar de não ser da área de publicidade/gerenciamento de projetos adorei participar do curso nesse fim de semana. Foi uma experiência super produtiva que abriu a minha cabeça e possibilitou o surgimento de muitas novas ideias (quem sabe, me renderão novos caminhos). Obrigada, foi muito bom compartilhar experiências e aprender com todos vocês”. *  (Danielle Lorenzatto) psicóloga

 “Meu nome é Sonia Lopes e foi uma ótima experiência participar do curso no Rio e validou abordagem que usava. Sou arquiteta e trabalho com gerenciamento de projetos profissionalmente desde 2003. Sou professora da FGV e da UFF (cursos MBA)  consultora de gerenciamento de projetos, utilizo diariamente: Canvas, Kanban, Scrum e Design Thinking. ”*

Um pouco além

Em nossos trabalhos de consultoria/mentoria utilizamos o Project Thinking como base conceitual e prática para desenvolvimento do método de Inovação na Gestão de Projetos em conjunto com os clientes.

No próximo post vamos para primeira etapa da abordagem que chamamos de EMPATIA! E não esqueça: essa série pode aumentar ou diminuir, assim como qualquer projeto! Gostou? Dá um like ou comenta!

Até a próxima!

@eduardofreire