O poder da empatia, bem além de somente colocar-se no lugar outro!

Olá Pessoal,

 

Tudo bem? Muitas empresas, pessoas e universidades têm nos procurado para saber mais um pouco sobre esse “tal Design Thinking“, que tanto estão ouvindo falar ou que eu mesmo ando falando, fazendo e facilitando processos de aprendizagem prática disso pelo Brasil, aplicado a Gestão de Projetos e Planejamento Estratégico!

Para dar suporte a isso eu peguei referência 02 fontes, um vídeo e uma apresentação sobre empatia.

1 Vídeo da Brene Brown no TED.

Esse vídeo é bem interessante, pois ela não fala diretamente de empatia, ela fala de vulnerabilidade! Eu sei que você deve estar pensando, mas eu li no livro do Tim Brown, você falou isso na sua palestra, e todos definiram empatia como: “o poder de colocar-se no lugar no outro/próximo”. Sim eu e todos os outros continuamos a acreditar nisso, mas para que eu, você e todo mundo possamos de fato “fazer a empatia” com “o outro”,  eu primeiro tenho que ser empático comigo mesmo!

Compliquei? Eu explico. Durante sua pesquisa, Brown descobriu que para podermos nos conectar com as pessoas, precisamos entender e assumir nossas vulnerabilidades como pessoas.  Ou simplesmente nossa assumir nossa vergonha, principalmente a de não se conectar com as outras pessoas. Essa vergonha é bem comum durante minhas aulas de MBA, workshops e mentorias, quando sento com grupo de pessoas para que possamos “ir para rua” e interagir com as pessoas foram da “sala de aula”. O que acontece sempre é que as pessoas que tem senso de coragem “nativo ou adquirido”, naturalmente saberá que a conexão com as pessoas irá acontecer! Isso foi o “estalo”  que “mudou a minha vida”, quando tive um contato mais profundo por meio de práticas e pesquisa sobre o Design Thinking, ou mesmo alguns temas de Neurociência. Tive a coragem de ser imperfeito e sem “medo de errar” (inclusive para voltar a “blogar” como neste post), isso de fato trouxe para minha vida pessoal e dos clientes que atendemos, reais perspectivas de fazer inovações com um propósito! Passando a olhar além do resultado financeiro.

2.  Slide sobre pequisa de Empatia

Esse foi dica do amigo, parceiro e professor da ESPM, Marcelo Pimenta! E vou aproveitar e usar as suas palavras de seu post no Facebook “Um dos melhores (senão o melhor) material em língua portuguesa para entender e praticar EMPATIA. Como o tema é ainda um pouco novo – e o material é extenso, sugiro que não seja visto com pressa. “. Confesso que tive o mesmo sentimento, pois explica a origem, as diferenças, contextos da empatia! Enfim, baixe e leia com atenção!

Hoje vejo muita gente divulgando ferramentas de Design Thinking (que em boa parte vem de outras áreas) ou mesmo alguns workshops de “Design Thinking com ….GP, BPM, AN, etc..”. Claro que tudo isso é válido, mas quando as pessoas questionam como e onde utilizo as tais ferramentas, ouve-se respostas evasivas e não conclusivas. Mas por que isso? Talvez mais falta de prática do que conhecimento teórico sobre o tema!

Lembro, que quando fui pesquisar sobre o Design Thinking a 04 anos atrás no mestrado, não tinha certeza sobre como faria, nem mesmo se era design thinking que procurava, mas uma coisa era certa, eu só consegui evoluir quando me permitir assumir “meu verdadeiro mindset” de fugir de “modelos/abordagens tradicionais de Gestão” seja de Projetos ou Estratégica. Isso impactou a forma com que encaro a vida, faço negócios, colaboro e ensino!

Por isso no que chamei de Project Thinking, ou inovação da Gestão de Projetos com Design Thinking. Nós utilizamos como “espinha dorsal” o Design Thinking, mas vai além disso. O foco foi ser um modelo híbrido de abordagens e práticas de gestão de projetos e estratégias. E durante os workshops ensinando utilizamos o “fazer aprendendo”, com confiança criativa,  foco nas pessoas e principalmente ser empáticos nos conectando com as pessoas de verdade! Afinal, sem as pessoas nossos projetos só seriam idéias. E da próxima vez que ouvi falar empatia, pense bem além do que colocar-se no lugar dos outros, temos que ser empáticos com nós mesmos!

Abraços e que sejamos empáticos!

Eduardo Freire