Os dilemas da inovação

Os dilemas da inovação: como no dia a dia os modelos tradicionais causam impacto nos trabalhos de inovação nas empresas.

 

Vemos muitas matérias pelo mundo (Jornal, revistas, sites, portais, bate-papo de boteco,  etc) sobre a tal transformação digital, que temos de ser inovadores, disruptivos e mudar os mindsets.

Ao mesmo tempo, vemos soluções prontas de sucesso por todos os lados: compre, aplique e veja os resultados instantaneamente, como o comercial dos produtos que deixavam seu abdômen bombado sem fazer força.

Se fosse tão simples assim meus amigos, eu mesmo teria comprado essa solução e até mesmo estudaria a fundo uma forma padrão e simples de resolver todos os problemas porém, na prática a teoria é outra.

Hoje vivemos no tal mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) e conforme muito sabiamente ouvi Patrick Hollingworth (Consultor em inovação organizacional e autor de The Light and Fast Organisation: A New Way of Dealing with Uncertainty ) dessas letras a que mais importa é o C, de Complexidade, pois ele de fato afeta todas as outras.

Onde quero chegar?

Em explicar o contexto entre complexo e complicado.

Definimos muita coisa como complexa, mas usamos certo a palavra? E complicado? Estamos de fato usando da forma correta?

Vou colocar de uma forma que creio que seja simples, começando pelo complicado!

Complicado está atrelado aos modelos previsíveis, ele é uma soma básica que já se conhece o resultado final de forma “simples”, totalmente ligado a causa e efeito (3º Lei de Newton, uma das mais comuns do Universo), e os limites e restrições são rígidos e discretos, ou seja, é tudo muito óbvio e delimitado, sendo um ambiente favorável a presença de especialistas e totalmente favorável ao uso de boas práticas e replicação em série.

Agora vamos ao universo da complexidade.

A complexidade possui característica como total imprevisibilidade, você pode criar um cenário esperado, mas o número de variáveis pode ser tão grande que ainda assim surgirão situações como Cisnes Negros (Quando um evento não previsto previamente acontece, ou seja, é um evento que não notamos chegando e somente entendemos depois que acontece). Além disso a complexidade é imprevisível e emergente, isto é, as coisas surgem em uma velocidade surpreendente, vide o número de novos negócios, produtos e afins que temos hoje.

Outro ponto que amo na complexidade é referente aos limites e restrições, pois são permeáveis e facilitadores, ou melhor, o que em um soa como “seguro” na complexidade soa como possibilidade de exploração do novo, de avançar para horizontes diferentes e não explorados ainda!

E qual o motivo de escrever tudo isso?

Basicamente o que vivemos nos trabalhos da Framework e como Framework é, referente a conversão de modelos “Complicados” para modelos “Complexos”, dando suporte para que as pessoas que compõem um negócio possam, por meio de projetos, ter esse entendimento e compreensão do valor das mudanças que trabalhamos na gestão focam em levá-los para a complexidade, gerando ainda melhores e novos resultados para o negócio e para as pessoas.

Assim, nossa constante de trabalho é não saber o modelo ideal que trará os melhores resultados, mas guiar auxiliando a empresa a criar um ambiente e abrir caminho para que que eles deixem de ser um gráfico de linha (complicado) e passem a ser um modelo exponencial (complexo)!

 

João Justo